BUSCANDO PRESERVAR A MEMÓRIA DOS MOTORES A AR

18 DE DEZEMBRO DE 1970

18 DE DEZEMBRO DE 1970

 

Comunicado oficial Volkswagen do Brasil distribuída em 20 de dezembro de 1970


Foi extinto o incêndio que irrompeu na Volkswagem do Brasil.Uma das alas de produção teve 70% de suas instalações destruídas. Foram grandemente prejudicadas as instalações de pintura, tapeçaria e um setor de cabos elétricos.


Houve grandes prejuízos materiais, principalmente quanto o material de estofamentos, pneus e peças de carroçarias. Já foi dado inicio aos trabalhos de remoção dos escombros.


A Volkswagen do Brasil espera que seja possível reiniciar a produção de veículos em fevereiro, pelo menos em parte.


Não correspondem aos fatos às notícias divulgadas pela imprensa sobre mortos e feridos. Até o momento, constatou-se a morte de uma pessoa, ferimentos graves em duas pessoas e várias outras pessoas com ferimentos leves.


 

A Volkswagen do Brasil serve-se dessa oportunidade para transmitir o seu agradecimento a todos os Corpos de Bombeiros que participaram no trabalho de extinção do incêndio, impedindo, graças a um trabalho corajoso, que o fogo se alastrasse a outras instalações.

Além disso, a Volkswagen do Brasil agradece a todas as firmas e autoridades o exemplar apoio oferecido e toda a ajuda recebida.

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ANO 1970


Foi ano inesquecível para a Volkswagen do Brasil.

Não devido ao lançamento da Variant e do TL, além do Karmann-Guia TC e do Fusca 1500, o Fuscão.
Também não pela festa do milionésimo veículo fabricado no País, muito menos por responder sozinha por 56% de toda produção nacional de veículos daquele ano. Nem pela primeira exportação.
Mas sim pelo que ocorreu na sexta-feira 18 de dezembro, a sete dias do natal e a quatro das férias coletivas: um incêndio de proporções monumentais destruiu completamente a ala 13, área de pintura recém-inaugurada, da fábrica Anchieta.
A lembrança não é apenas de uma verdadeira tragédia, mas principalmente da espetacular rea­­ção da Volkswagen.

O incêndio

O fogo começou por volta de 8 da manhã daquele dia 18 e fugiu rapidamente ao controle.
A ala 13 era basicamente um edifício de três andares: no primeiro, estoque de materiais para tapeçaria como espumas e borrachas. No segundo uma parte do sistema de pintura e estoque de pneus e, no terceiro, as cabinas de pintura. Era um imponente edifício com cerca de 30 mil m2.
A ala 13 era o grande orgulho e diferencial da VW. Com ela a Anchieta tornara-se a primeira fábrica de automóveis na América Latina a contar com sistema de pintura em eletroforese, trazido da Alemanha – ferrugem e pintura pouco uniforme não tinham mais vez.Era um tremendo argumento de venda dos VW frente à concorrência. O sistema levou cinco anos para ser instalado e custou muitos milhões de dólares. Estava 100% operante havia apenas um mês.
A hipótese mais aceita para a causa do incêndio foi uma fagulha, gerada por equipamento de solda, furadeira ou curto-circuito. Fato é que a fagulha atingiu material da tapeçaria e se alastrou para um tambor de solvente. A brigada de incêndio da VW conseguiu apagar o fogo na tapeçaria, mas logo perdeu o controle quando este chegou ao sistema de pintura.
A partir daí o fogo passou a consumir tudo: espumas, borrachas, tintas, solventes, pneus. Chegou logo aos dois tambores com 240 mil litros de tinta no terceiro andar.
O que se viu então foi um dos maiores incêndios da história do País: formou-se uma gigantesca e descomunal nuvem de fumaça negra, visível a 20 quilômetros de distância, no bairro do Ipiranga. Encobriu praticamente o ABC inteiro e fez com que os jatos d’água dos bombeiros parecessem míseros filetes.
A violência do incêndio foi tamanha que por volta de 1 da tarde a ala 13 já havia desmoronado por completo. Nem assim o fogo parou, alimentado pelos químicos da pintura e pneus.
Foi totalmente debelado apenas na segunda-feira, 21, ainda que controlado 24 horas após seu início graças à forte chuva que caiu na região na noite do sábado.
Grupamentos de bombeiros de todo ABC, Litoral e da Capital lutaram quase que em vão contra as chamas, assim como brigadas de incêndio de todas as montadoras da região.
Vítima fatal apenas uma, bombeiro da Karmann-Guia. Quase todos os 23 mil funcionários da época escaparam ilesos, exceto cerca de duzentos intoxicados pela fumaça – em seu socorro foram utilizadas Kombi Ambulância 0 km que aguardavam no pátio envio às concessionárias.

A repercussão


 

Os jornais manchetearam largamente o incêndio. Boatos circularam imediatamente: a VW demitiria boa parte dos 23 mil funcionários – 2 mil deles recém-contratados –, fornecedores perderiam pedidos e também demitiriam, faltaria carro VW nas revendas estimulando o ágio, a recuperação seria difícil e lenta, a companhia perderia a liderança de mercado, a situação na VW era gravíssima.
Era, de fato.
Mas logo ao apagar da última labareda o presidente Rudolf Leiding, sucessor de Friederich Schultz-Wenk, montou uma verdadeira estratégia de guerra para recuperar a fábrica, que produzia então 1,2 mil unidades ao dia. A primeira medida foi antecipar as férias coletivas da quarta-feira, 23 para a segunda-feira, 21. A segunda: pensar em como pintar seus carros com a ala 13 reduzida a escombros.
O desafio de Leiding estava ligado mais à recuperação produtiva do que financeira, além da imagem, pois havia seguro. Mas ele sabia que um abalo produtivo sério na VW significaria, naquele momento, um abalo em toda economia brasileira.
Leiding contou com o apoio de Kurt Lotz, presidente mundial da VW, e mais dois executivos da matriz para bolar o plano de recuperação. Este previra volta ao trabalho em janeiro, com 500 carros/dia, 800/dia em maio e retorno aos 1,2 mil/dia em agosto.
De forma inteligente e criativa a VW buscou, onde podia, saídas para contornar a perda completa do sistema de pintura. Internamente religou as máquinas antigas, utilizadas antes da chegada do maquinário alemão e recém-abandonas, além das instalações da Vemag, sua desde 1968. Entretanto não era o suficiente.
A VW, então, partiu para saída externa: procurou montadoras com sobra de capacidade na pintura. Achou e contratou Brasinca, Chrysler, Karmann-Guia e Toyota, todas nas redondezas.
A Brazul, antes acostumada a transportar veículos pron­tos, passou a fazer o leva-e-traz de carroçarias a pintar e pintadas.
Curiosamente em 1971 a Toyota fabri­cava em São Bernardo do Campo, SP, apenas o utilitário Bandeirante. Estava à beira da falência – a matriz japonesa pensava seriamente em fechar-lhe as portas. Mas passou a pintar o primer em dez a vinte Fusca por dia, o que lhe garantiu ótimo lucro no ano e a tremenda sobrevida da unidade. Ou seja: por uma via absolutamente torta a VW foi responsável por manter viva a Toyota no Brasil.
A estratégia de Leiding logo se mostrou perfeita: em janeiro a Anchieta fez 800 carros/dia, 1 mil em fevereiro, 1,1 mil em março e conseguiu, mesmo com os escombros à vista, retomar as 1,2 mil/dia ainda em abril. Lotz também foi decisivo para devolver a Anchieta à normalidade: ordenou que um novo sistema de pintura de eletroforese, que a Dürr fazia na Alemanha para a planta de Wolfsburg, fosse destinado à fábrica brasileira.
Com isso a VW fechou 1971 com quase 300 mil unidades produzidas, 27% acima do total de 1970. Por isso quem vê a frieza de suas estatísticas anuais de produção jamais imagina que a VW viveu nestes dois anos uma das maiores crises de sua história – e que soube superá-la como ninguém.

 

Para a Audi


 

 Leiding deixou a presidência naquele mesmo 1971, promovido a presidente da Audi, e retornou à Alemanha.
Levou consigo a história e a glória de salvar a fábrica e seu futuro. Hoje estas recordações e aprendizados estão, até dentro da Anchieta, tristemente reduzidos a cinzas, assim como o próprio incêndio que os gerou.



Marketing também apagou o incêndio

O esforço da VW em recuperar-se do incêndio não foi só na área produtiva: o marketing também encampou a batalha. Para combater boatos de que estaria mortalmente ferida a VW usou do mesmo artifício: passou a vazar seus próprios boatos, como o de que a companhia recebera o cheque de maior valor emitido até então na história do País, relativo ao pagamento do seguro.
Também usou a tragédia a seu favor ao colocar no incêndio a culpa pelo fim da produção do VW 1.600, vulgo Zé-do-Caixão, tremendo fiasco de vendas lançado três anos antes. E, quando já estava recuperada industrial mas não mercadologicamente, deu tacada de mestre ao apresentar, ainda em 1971, o primeiro protótipo do esportivo SP2, que seria produzido somente mais de um ano após. Era a prova que o mercado precisava de que a gigante VW ainda era a maior e que mantivera-se inabalável.


 

Como era a Ala 13


Área construída;
Compreendia; 300 metros de comprimento, 100 de largura e 30 de altura. Constituía o maior pavilhão coberto para fins industriais da América do Sul.
No primeiro andar;
Funcionava o departamento de estoque de materiais para tapeçaria, espuma de borracha, nylon, algodão, guarnições de borracha, tapetes.
No segundo andar;
Funcionava uma parte do setor de pintura e um depósito com 30 mil pneus aproximadamente. .
No terceiro andar;
Funcionava o setor de pintura e tapeçaria onde estavam instaladas as máquinas pesadas. Na ala 13, havia muitos tanques de solventes e ácidos.

Inicio do incêndio


Quando o incêndio começou,às 7h 45 min da manha, a unidade de bombeiros da Volkswagen tentou controlar o incêndio. Alguns minutos depois, os bombeiros constataram que o fogo estava cada vez mais forte e solicitaram socorro ao Corpo de Bombeiros de São Bernardo.
Os bombeiros da Volks eram considerados bem treinados pelo Corpo de Bombeiros. Por isso, quando estes foram chamados, sabiam que devia ser mesmo um grande incêndio.




Foto: Área delimitada em amarelo foi totalmente destruída - 300 m x 100 m; 30 m de altura, 03 andares


Corpo de Bombeiros


O alarme soou e saiu a primeira guarnição composta: nove soldados, um homem de válvula, um motorista, comandado por um sargento.
Depois, saíram mais três caminhões: estavam em ação os 50 homens do quartel. Além dos bombeiros em serviço, foram chamados os que estavam de licença ou de férias, através de uma estação de rádio. Imediatamente foram para o quartel.

Testemunha do inicio do incêndio


Exatamente às 8 h 10 min faltou luz no prédio. Começara o incêndio que o funcionário Ivan José Marcolino da Rocha, da seção de pintura descreve assim;
■ Eu estava no 2o andar trabalhando na pintura de automóveis, quando faltou luz. Então, eu e alguns colegas fomos para o banheiro, fumar um cigarro, a espera que a luz voltasse.De repente subiu um operário gritando que o prédio estava pegando fogo. Todos descemos, correndo pelas várias escadas. Éramos uns quatro mil, entre nós, 200 mulheres na seção de tapeçaria, saímos todos do prédio. O fogo estava no começo, deu tempo e ninguém ficou ferido.

Reforços – Bombeiros


Chegaram mais reforços de São Caetano, Santo André, Santos e São Paulo.
Os corpos de bombeiros das fábricas próximas também participaram da operação: a Chrysler, a Mercedes-Benz, a Ford e a Karman-Ghia mandaram todas as suas guarnições.
O Corpo de Bombeiros de São Paulo despachou pa­ra Volkswagen;
■ Oito viaturas autobombas, cinco carros-pipas e uma jamanta.
■ As viaturas autobombas transportam quatro mil litros de água e podem lançar de 750 a 1.000 litros de água por minuto.
■ Os carros-pipas levam 9.000 litros, as jamantas levam 18.000 litros.

As operações


No combate as chamas foram utilizadas aproximadamente 1.000 bombeiros que revezaram em turnos. Indústrias de automóveis vizinhas colocaram a disposição da Volkswagen todas as suas ambulâncias e médicos.

Abastecimento de água


O reservatório de incêndio da fábrica tinha capacidade de 15 mil metros cúbicos, mas os bombeiros utilizaram também água transportada por caminhões-pipas da Policia Militar, da Petrobrás, da Rhodia e das Prefeituras da região e dos canais da represa Billings.

Propagação do fogo – Desabamentos sucessivos


À medida que o fogo se alastrava, a ala 13 desabava. Nas imensas paredes de concreto de aproximadamente 50 metros de largura caíam a intervalos mais ou menos regulares, com ruído estrondoso.Eram 12h 40min, quando, finalmente desabou o último setor, onde estava os tanques de solventes. Embora grande parte destes já tivesse sido desviada para o riacho próximo, elevando-se uma nuvem branca, reativando o fogo quando este parecia dominado. Chamas de 50 metros de altura subiam entre os escombros.

Risco de explosão


Centenas de bombeiros fazem o rescaldo do incêndio e resfriam um deposito com 50 mil litros de thinner e acetileno que, se explodir, destruirá tudo num raio de 500 metros.
Para resfriar o deposito, dois helicópteros da FAB sobrevoaram o local do incêndio durante todo o dia, atirando sacos plásticos com gelo seco e outras substâncias químicas.

Fim do incêndio


Na tarde de 20 de dezembro, a chuva forte que caiu sobre a cidade conseguiu apagar as chamas do grande incêndio.
Apesar do trabalho de dezenas de guarnições do Corpo de Bombeiros que consumiram cerca de três milhões de litros d'água, as chamas ainda continuavam a queimar restos de pneus, tapetes e matérias-primas, quase 60 horas depois.
O trabalho maior está sendo feito por 4 gigantescos guindastes na remoção dos destroços.

Emergência médica


Cerca de quinze ambulâncias do Hospital das Clinicas, do Hospital Militar e de hospitais particulares estacionaram perto da fábrica, para transportar feridos.

Feridos


Cerca de 200 pessoas sofreram ferimentos, a maioria, leves e intoxicações . A maioria foi tratada no ambulatório da fábrica. Médicos e enfermeiros dos hospitais locais foram à fábrica para ajudar.

Feridos mais graves


Os hospitais de São Bernardo, Santo André e São Caetano estão cuidando de, aproximadamente, 50 feridos, a maioria com fratura:, escoriações, queimaduras ou simplesmente intoxicado.
Os casos mais graves, como o do coronel Anor Augusto Pereira, chefe da Segurança Industrial da Volkswagen, que teve uma perna amputada, foram transferidos pa­ra o Hospital Militar, Modelo, e das Clínicas , em São Paulo,

Controvérsias


Vítimas fatais
Segundos os jornais foram 30 mortes, porém de acordo com comunicado oficial da Volkswagem, de 22 de dezembro, apenas um funcionário morreu. O funcionário era bombeiro da Karmann-Ghia, um dos primeiros a chegar ao local do incêndio (a Karmann-Ghia dista 4 km da Volkswagen).Segundo o comunicado da Volkswagen encontra-se hospitalizados, exigindo maiores cuidados médicos apenas dois funcionários.

Causas prováveis;

Primeira. hipótese:

Um funcionário do setor de manutenção estaria trabalhando com uma furadeira elétrica no último andar do prédio. Uma fagulha teria saltado e atingido um pedaço de estopa embebido em thinner (um solvente para tintas). Daí, o fogo teria se alastrado para um tambor desse mesmo solvente que explodindo teria provocado o incêndio de outros depósitos, onde estavam armazenadas grandes quantidades de outras substâncias altamente inflamáveis.

Segunda hipótese

Um funcionário do setor de manutenção estaria soldando no primeiro andar do prédio. Uma fagulha, da mesma forma, teria saltado e caído sobre um monte de espuma de nylon, penetrando até atingir o algodão usado para os estofamentos. Um bombeiro teria conseguido apagar o fogo inicial do nylon, mas, quando as chamas atingiram o algodão, a fumaça deixou os bombeiros sem visão, obrigando-os a fugir. Esta é a hipótese mais aceita.

Terceira hipótese:
Um curto circuito nas instalações elétricas. Essa é a hipótese menos aceita, pois alguns engenheiros que participaram da construção da ala 13 garantem que isso é praticamente impossível de ter acontecido. As instalações elétricas foram inauguradas recentemente, e seu sistema de funcionamento não permite esse tipo de acidente.

Lucros Cessantes – Interrupção de produção


Somente em agosto de 1971, a Volkswagen do Brasil poderá voltar à sua produção normal de veículos (1.200 unidades por dia), embora deva reiniciar a fabricação em janeiro de 1971, com 500 carros/dia.

Minimização e conseqüências da interrupção de produção


1- A ultramoderna seção de pintura que es­tá sendo fabricada pela Durr. da Alemanha, para instalação na matriz, em Wolfsburg, poderá ser deslocada para o Brasil, o que diminuiria sensivelmente o prazo necessário à reconstrução;
2-É muito provável que a Volks de São Bernardo do Campo continue a produzir veículos, a partir da segunda quinzena de janeiro de 71, depois das férias coletivas. Isto seria possível, devido ao equipamento de pintura ainda existente na fábrica-2 (antiga Vemag) e aos aparelhos que até alguns meses atrás ainda eram utilizados pela ala-13.
3- A produção da Volks passará a 800 carros/dia em março de 1971;
4- Os pedidos aos fornecedores serão reduzidos, mas “em limites suportáveis";
5- É quase inevitável o câmbio-negro de Volks, porque os revendedores não têm condições de atender a demanda;
6- O Sindicato de Autopeças já tomou todas as providencias para enfrentar a situação, inclusive pensando em financia­mento às firmas que enfrentarem maiores problemas. É bem provável que mais de 100 pequenas indústrias, fabricantes de autopeças e acessórios para veículos sejam também prejudicadas e se vejam obrigadas a demitir muitos de seus funcionários.
7- Indústria e comércio do ABC estão seria­mente preocupadas com as conseqüências da paralisação da Volks e poderá provocar uma crise que somente será equacionada com o restabelecimento da produção normal da fábrica.

Funcionários da fábrica


Cerca de 23 mil operários entraram em férias coletivas antecipa­das, devido ao incêndio.
A fabrica cogita dispensar cerca de 2.000 operários recentemente contratados.

Reconstrução


Estima-se que as obras da reconstrução deverão durar de três a seis meses.

Seguro


A empresa dispõe de cobertura total de seguro para danos materiais, inclusive cobertura parcial de lucros cessantes;

Prejuízos


 

Cerca de US$ 210.600.000,00 (R$ 600.253.077,00) em valores correntes.
O prejuízo na época foi de Cr$ 200 milhões (US$ 41 milhões dólares)

Conclusão da Volkswagen sobre o incêndio:


■ Por eliminação, prevalece uma só causa para o incêndio; um curto circuito nos estoques de estofados, material de fácil combustão, porque feito à base de borracha, espuma e plástico;
■ O fogo atingiu rapidamente as instalações anexas: estoque de pneus e a seção pintura, que emprega o processo eletroforese, único na América Latina;
■ A área atingida compreende 30 mil m2 de construção (três pavimentos), de um total de 404 mil m2 da área total da fábrica;

Fotos do incêndio

 

 Fontes: Jornal da Tarde, O Estado de São de Paulo e Folha de São Paulo no período de 19 de dezembro a 22 de Dezembro de 1970, www.autodata.com.br, http://zonaderisco.blogspot.com



 

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